TUDO QUE VOCÊ NUNCA QUIS SABER SOBRE OS SKINHEADS, POIS SEMPRE ACHOU QUE ERAM TODOS NAZISTAS!

Seja bem-vindo(a) à página dos SKINHEADS CEARÁ, um coletivo que agrupa principalmente skinheads, sejam eles anarquistas, comunistas, ou sem nenhuma ideologia definida, mas também outras culturas irmãs (como os mods, rude boys e punks). Possuímos em comum a paixão pelo oi!, ska e reggae; o prazer por uma cerveja gelada e um bom futebol; o sentimento classista e a revolta diante de toda e qualquer forma de discriminação e exploração. Leia mais...

21 de out de 2009

Entrevista Red Warriors

Os Red Warriors foram sem dúvida alguma os que impulsionaram uma leva de jovens a escorraçar das ruas os fascistas na França. Tivemos a oportunidade de entrevistar um de seus membros, e a partir daí nós elaboramos este pequeno artigo.
Os Red Warriors foram um grupo criado em 1986. No início eram Greg e Simon que freqüentavam o mundo alternativo. Simon na época tinha dezoito anos.
"Depois de um dia de festa planejamos criar um grupo mais seriamente. Era foda para nós que freqüentávamos as ruas ter que assimilar a lei dos boneheads, que se organizavam e andavam em bandos, ao contrário da extrema esquerda que era normalmente autônoma. A idéia era criar um bando de luta ativo contra a extrema direita.
Assim, ao chamado inicial se uniram nós muitos outros, até um total de 14 no final de 87.
Normalmente os 14 não andávamos juntos, senão seis ou oito. Todos éramos mais ou menos skinheads, salvo eu. Para as ações diretas éramos capazes de juntar até 60 pessoas.
A vantagem dos Red Warriors era que nunca parávamos no mesmo lugar, o que fazia com que não estivéssemos em nenhum lugar, mas, algumas vezes em todos. Pegávamos desprevenidos, o que demonstrava que os boneheads não eram super homens. A intenção era que os nazis tivessem medo de sair nas ruas com toda sua parafernália (bandeiras francesas, célticas, suásticas...).
Os Red warriors em todos os aspectos eram inferiores numericamente as nazis, o que fazia com que as ações fossem totalmente organizadas para evitar qualquer surpresa. Antes se estudava sobre o terreno para evitar imprevistos de última hora. As reuniões antes das ações eram rápidas e discretas, e se aconteciam na casa de uns e outros ou mesmo nos squatts.
Todos praticávamos algum esporte de combate (Full contact, Thaï Boxing, Kung Fu) ainda usávamos armas como: tacos de Baseball. Houve quatro ocasiões em usaram armas de fogo:
_ Em Maraichers havia um squatt de nazis os quais queriam fazer sua lei sobre os residentes; fomos umas cinqüenta pessoas, numa manhã por volta de 7:00. O resultado foi de 23 nazis feridos e o squatt fechado pela polícia durante dois dias.
_ Em 1988 durante a campanha presidencial formaram um grupo para colagem de cartazes, levando-se em conta que muita gente tinha medo. As camionetas que nos emprestaram nos serviram também para alguma e outra ação.
Com a polícia quase não tivemos problemas, pois normalmente tínhamos as costas (coartadas...). Ainda sim, cada vez que os nazis tomavam uma surra a polícia vinha nos fazer uma visita. Somente Manu teve problemas com as autoridades e teve que passar 14 meses na prisão por porte de armas, e Lionel que se encontra atualmente na prisão, era o menos politizado, porém um dos mais ativos.
Assim, pouco a pouco começaram a surgir outros grupos que também praticavam a caça de nazis. De todos os modos, muitos destes grupos não estavam realmente convencidos, lhes atraia demasiadamente o look, e suas ações nem sempre eram inteligentes. A luta antifascista não é uma intentona desorganizada.
Tivemos atividades com a Divisão St. Georges, Juvisy, Bunker 84 e JNR. As ações foram freqüentes até 92.
Uma das lembranças que conservo com alegria foi o esquema de segurança que montamos para o último show do Berurier Noir.
Dentro do grupo, a nível político, cada um tinha suas próprias idéias (todos antifascistas e nada mais) não havia problema de militância. Era simplesmente um ódio visceral contra a extrema direita, havia uma ira geral contra os putos fachos.
Hoje em dia não nos vemos muito, mas seguimos em contacto. "
Por último, Devemos deixar a democracia aos inimigos da democracia?
" Não temos que deixar que a extrema direita nos domine para revelarmos contra ela. Não podemos lutar pacificamente contra uma ideologia que tem como argumento principal a violência. Busca os meios para lutar contra a extrema direita. A ação contra eles é o único meio, já que o argumento político não é suficiente, pois quando não são muitos lhe escutam, mas quando são majoritários te espancam."

Os fascistas são como a gangrena, ou os elimina ou te apodrecem!!!

Nenhum comentário:

Postar um comentário